Família de pastor agradece por esforços de equipe da UTI AMH Especialidades de Rondonópolis

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A AMH Especialidades manifesta seu mais sincero e profundo pesar por cada uma das mais de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil. São 500 mil histórias e sonhos interrompidos, famílias e amigos que se despedem de pessoas amadas.

Escolhemos uma dessas vidas para, em nome de todas as outras, falar sobre pessoas que se foram, mas que deixam seu legado, deixam uma história, e serão lembradas sempre com carinho, afeto e gratidão.

Depois de muita luta, aos 74 anos, o mecânico e operador de máquinas aposentado, o pastor evangélico Lucídio Rodrigues da Silva perdeu a guerra para o coronavírus. Morador de São Pedro da Cipa (Mato Grosso), o pastor passou 14 dias hospitalizado, e estava prestes a ter alta, quando sofreu uma crise e teve de ser levado para a UTI Covid-19 de Rondonópolis.

Lá, ele permaneceu cerca de uma semana, e chegou a ser intubado. Mas, infelizmente, com menos de 24 horas de intubação, ele teve uma falência renal, que acabou levando com que viesse a falecer.

A esposa de Lucídio, Gonçalina Marques da Silva, de 65 anos, também teve Covid. Ela e o marido permaneceram isolados em casa desde o início da pandemia, mas acabaram sendo contaminados.

Apesar da perda do pai, a enfermeira Lucivânia Marques da Silva Salviano, que trabalha no Hospital Universitário, em Dourados, reconhece o trabalho da equipe da Unidade de Terapia Intensiva:

A equipe da UTI foi muito importante para nós, para nossa família, e reconheço o valor de cada um dos profissionais dali. São trabalhadores de extrema simpatia, humanos, receptivos. Devido à Covid-19, nós não tivemos acesso à parte interna do hospital, mas em nenhum momento ficamos sem notícias. E a maior angústia nessa hora é a falta de informação.”

Lucivânia, bem como suas duas irmãs e seu irmão, também contraiu a doença. Ela relata que o pai tinha alguns fatores de risco, por ser cardiopata, obeso e ter Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), um comprometimento severo dos pulmões.

Sobre o falecimento do pai, Lucivânia comenta com saudade, resignação e reconhecimento aos esforços da equipe, e deixa um recado para os colaboradores da AMH Especialidades:

A gente não quer, mas sabe que pode acontecer. O fato é que eu nunca encontrei uma outra equipe com toda essa empatia e humanização. Que nunca mudem, pois muitos ainda precisarão deles. Sei que fizeram o que puderam para salvar a vida do meu pai, e reconhecemos isso.”

Lucídio era pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Ele iniciou o ofício precisamente no dia 31 de janeiro de 1996, no Garimpo das Pombas, depois passou por Entre Rios, Águas quente e Irenópolis.

A filha Lucivânia conclui falando sobre a dedicação do pai à prática da fé:

O pastorado era a alegria da vida dele. Era um trabalho que ele levava muito a sério, executava com dedicação e competência. Meu pai era bastante reconhecido no que fazia dentro da igreja, e tinha grande valor para a comunidade.”

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